O caso do Maníaco do Parque chocou o Brasil no fim da década de 1990 pela frieza e brutalidade dos crimes cometidos por Francisco de Assis Pereira, então com pouco mais de 30 anos. Ele ficou conhecido por violentar e assassinar mulheres no Parque do Estado, uma área de mata localizada na zona sul de São Paulo.
O início dos crimes
Francisco nasceu em São Paulo, em 29 de novembro de 1967. Trabalhou como motoboy e também como ajudante de produção. Era descrito por pessoas próximas como alguém de aparência considerada "simpática" e com certa habilidade para se aproximar de mulheres.
Entre 1997 e 1998, ele passou a frequentar o Parque do Estado (atualmente conhecido como Parque Estadual Fontes do Ipiranga), onde começou a abordar mulheres jovens. Ele usava o pretexto de oferecer trabalho como modelo fotográfico para revistas de moda ou publicidade. Muitas vítimas relataram que ele demonstrava segurança e apresentava até mesmo uma falsa ficha de cadastro para convencê-las.
Os crimes
Após convencer as mulheres a acompanhá-lo, Francisco as levava para uma área isolada do parque, onde cometia estupro, tortura e assassinato. O modo de execução costumava ser por estrangulamento com as próprias roupas das vítimas ou com cordas improvisadas.
Entre julho e agosto de 1998, o caso ganhou destaque nacional quando sete corpos de mulheres foram encontrados na região. As investigações posteriores apontaram que ele matou ao menos 12 mulheres, embora Francisco tenha confessado cerca de seis assassinatos formalmente. Havia também indícios de tentativa de assassinato de outras mulheres que conseguiram escapar.
Prisão e julgamento
A grande repercussão do caso fez com que ele se tornasse um dos criminosos mais procurados do país. Em agosto de 1998, Francisco fugiu para o sul do Brasil, chegando até o Rio Grande do Sul, onde acabou sendo capturado.
No dia 4 de agosto de 1998, ele foi preso na cidade de Itaqui (Rio Grande do Sul,). Durante os interrogatórios, confessou os crimes com riqueza de detalhes, descrevendo inclusive o processo de atração das vítimas e como cometia os assassinatos. Ele também fez retratos falados que ajudaram a localizar corpos ainda não encontrados.
Francisco de Assis Pereira foi julgado e condenado por homicídio qualificado, estupro e atentado violento ao pudor. Suas penas somadas ultrapassaram 120 anos de prisão.
Situação atual e possível soltura
Conforme o sistema penal brasileiro, a pena máxima de prisão é limitada a 30 anos (no caso de crimes cometidos antes da reforma da Lei nº 13.964/2019, conhecida como "Pacote Anticrime"). Francisco foi preso em agosto de 1998, portanto, teoricamente ele poderia sair da prisão em torno de 2028, quando completaria 30 anos de encarceramento.
No entanto, ele ainda pode continuar preso por outros processos, crimes ou por avaliações psiquiátricas que considerem que ele apresenta risco à sociedade, podendo levar à sua permanência em regime fechado ou semiaberto.
Atualmente, Francisco cumpre pena em um presídio de segurança máxima em São Paulo, onde, segundo relatos da imprensa, vive reclusamente, com pouco contato com outros detentos.
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