“Em 14 de março de 2018, uma vereadora negra, bissexual, nascida em favela e ativa defensora dos direitos humanos foi executada em plena Zona Central do Rio. Seu nome era Marielle Franco. Hoje, seis anos depois, o caso avança: executores condenados, mandantes réus, mas a justiça ainda busca o fim. Esta é a história completa.”
“Marielle nasceu no Complexo da Maré e se tornou uma das principais lideranças negras, feministas e LGBTQ+ do Brasil. Eleita vereadora do Rio em 2016, com atuação incisiva contra a violência policial e o avanço das milícias. Ela nasceu para representar os marginalizados — e muitos afirmam até hoje que morreu por isso.”
“Na noite de 14 de março, após uma roda de conversa sobre juventude negra, Marielle e seu motorista Anderson Gomes deixaram a Casa das Pretas, seguiriam pela Lapa. Um Chevrolet Cobalt prata com placa clonada emparelhou e disparou treze vezes. Marielle foi atingida três vezes na cabeça e uma no pescoço. Anderson, ao menos três vezes nas costas. A assessora sobreviveu com ferimentos leves. O ataque foi uma execução política.”
“Em 2019, foram presos Ronnie Lessa (autor dos disparos) e Élcio de Queiroz (motorista). Munições de lote restrito e uso de veículo clonado sugeriram organização meticulosa do crime.”
“Em outubro de 2024, o júri os condenou: Lessa recebeu 78 anos e Élcio 59 anos de prisão. Finalmente se reconheceu a autoria material do crime.
“Em março de 2024, a PF prendeu os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão — políticos influentes — além de Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil. Eles são acusados de mandantes e autores de obstrução. As prisões foram fruto de delações premiadas e investigação que passou pelo STF.”
“As ações penais tramitam no STF. As prisões preventivas seguem mantidas, e já houve alegações finais. O julgamento de mérito pode ocorrer em breve. A sociedade e a família de Marielle acompanham com atenção cada passo.”
“Marielle virou símbolo global de resistência contra racismo, violência de Estado e autoritarismo. O movimento #MariellePresente ecoou não só no Brasil, mas além. Sua trajetória motivou documentários, livros, estátuas e uma luta que continua viva.”
“O caso avança mas ainda não tem final. O STF precisa julgar os mandantes. As famílias esperam por reparação. E o Brasil segue vigilante para que um crime político tão emblemático não se perpetue no impune.”

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